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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Missão Rank S] Sede de Sangue

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Stara

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MensagemAssunto: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Qua 23 Maio 2018 - 21:04

Titulo da missão: Sede de Sangue
Rank da Missão: S
Descrição: Um grupo de aproximadamente vinte nukenins, encontram-se perto da fronteira de Hi no Kuni. A informação recebida pela anbu, indica que pertencem a várias nações e são considerados altamente perigosos. Uma equipa composta por três elementos da Anbu acompanhará os shinobis, sendo a sua prioridade eliminar/capturar (se possível) o líder deste grupo. A informação mostra um líder que gosta de derramamento de sangue, assassinatos e emoção por uma boa caçada. Um assassino absolutamente talentoso com mais de cinquenta assassinatos importantes nos seus troféus.
Recompensa: 4800 ryos + 2 Scroll de Novo Jutsu + 1 ponto de cumprimento.
Número de Ninjas: 3 a 5 jounins (Chunnins são permitidos)
Pessoas Inscritas:
- Azura Inugami - Jounnin (Dorou)
- Amaya Purehito (Personagem Secundária - Espadachim)
- Amane Shibata (Personagem Secundária - Espadachim)
- (Em aberto)
- (Em abert0)


Última edição por Dorou em Qua 23 Maio 2018 - 21:52, editado 1 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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Dorou

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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Sex 8 Jun 2018 - 3:59

A porta rangeu lentamente quando ele adentrou a sala do Kage. Nela, cinco outros shinobis já aguardavam o Jounnin responder ao seu chamado. À esquerda, três figuras mascaradas enfilaieravam-se ombro-a-ombro, olhando silenciosamente a entrada do ruivo. À direita, duas jovens mulheres conversavam entre si por murmúrios ininteligíveis. O Mizukage, que esperava sentado em sua mesa, suspirou profundamente com a chegada de Azura, e o som do seu respirar foi o suficiente para calar os sons da conversa que acontecia perto de si. A sala foi tomada por um mórbido silêncio, silêncio este penas cortado pelos passos do shinobi recém chegado.
- Apresentando-me, senhor. - E o rapaz falou.
- Muito bom que tenha chegado, Azura. - Chojuro parecia tenso, com olheiras e extremamente cansado. - Tenho péssimas notícias para compartilhar com vocês.
Todos na sala já prestavam atenção no homem, mas depois daquela frase, soou como se eles prendessem a respiração, pois o clima assumiu tamanha tensão, que ninguém ousou mover-se - Nós recebemos uma mensagem do palácio do Daimiyou do País do Fogo há meia hora atrás. Nesta mensagem, estava descrito que as suas fronteiras fronteira estavam sendo ameaçadas pela atividade de um grupo estranho de criminosos…
- Criminosos? Porque três espadachins foram chamados para lidar com um bando de rufiões? pfff - Amaya, a espadachin loira que carregava na cintura as duas Raitou Kiba, teve a audácia de cortar a fala do Kage e debochar da missão ao mesmo tempo.
Shibata, a segunda espadachim no recinto, a que tinha longos cabelos negros e usava uma armadura samurai, cobriu a face com a mão direita e balançou a cabeça negativamente, em forma de desaprovação…
- Pode ter certeza, Senhorita Amaya, que eu não teria convocado minha elite caso a situação não fosse de grande importância… - O finalizou a sentença com um leve movimento de mãos, relaxando um pouco na cadeira. - Não sabemos ao certo, mas foram vistos um grande número de Nukenins ao redor da fronteira, e aparentemente eles estão realizando movimentos estranhos… Nós precisamos intervir imediatamente.
- Senhor. - Dessa vez foi Shibata quem tomou a palavra, altiva e comprometida com a missão, apesar de ser a mais jovem. - Sendo um problema do País do Fogo. Porque eles mesmos não enviam seus shinobis?
- É uma ótima pergunta. - Ele cruzou os braços, sério. Amaya corou, percebendo a diferença no nível das perguntas feitas por ambas. - Acontece que, segundo a mensagem, existem suspeitas da Akatsuki estar envolvida… Não é certeza. Sendo assim, esse é um problema de todos. E também, os shinobis mais capazes de Konoha, os que podem lidar com este tipo de situação, estão em missão no País do Demònio… Demoraria semanas até que chegassem no local.
- Eu entendo. - Azura, que ouvia a tudo calado, resolveu se pronunciar também. - Nesse caso, Mizukage-sama, nos dê as ordens, e nós sairemos imediatamente.
- Muito bom, Azura. - Ele respondeu. - É bom saber que posso contar com vocês. Pois bem, a vossa missão é viajar até o castelo do Daimiyou, próximo à fronteira do País do Fogo e investigar o que esses nukenins planejam. Vocês tem permissão para matar ou capturá-los, se possível! Azura, você será o capitão dessa operação. Estou confiando na sua liderança para resolver esta crise.
- Hai!
- Estes três membros da ANBU serão seu suporte nesta missão, eles são Ichi, Ni e San. - Chojuro apontou para as três figuras taciturnas que ouviam das sombras. Eles deram um passo a frente no momento seguinte, fazendo uma reverência cada.
- Nós nos encontraremos nos portões da vila daqui a uma hora. Recolham seus equipamentos e suprimentos para a viagem. - O ruivo tomou a palavra como líder do grupo.
- Com sua licença, Mizukage-sama. Liberados! - E virou-se, indo preparar seu equipamento para a missão que estava por vir.


-x-


Com vinte minutos de antecedência, Azura já estava no ponto de encontro. Ele tinha este profundo senso de compromisso, e era alguém extremamente pontual em todos os seus compromissos.
O próximo a chegar foi Shibata. Ela se aproximava vestida com sua armadura samurai vermelha, e nas costas trazia uma pequena bolsa com mantimentos e ferramentas shinobi. ainda na costa, mas na linha da cintura, ela carregava orgulhosamente sua kabutowari. Um enorme machado, acompanhado de uma marreta. Ambos pendurados engenhosamente no seu cinto, como ferramentas de algum ferreiro excêntrico.
Ela passou direto por Azura, sem sequer olhar para o seu capitão. Azura já esperava que não seria cumprimentado,  mas alguma coisa no comportamento da Kirinin lhe incomodava, como se ela estivesse desafiando-o a questioná-la por ser assim. Decidiu ignorar.
A próxima a chegar foi Amaya, sendo seguida pelos três membros da ANBU, agora todos devidamente uniformizados e preparados para a longa viagem.
- Parece que estão todos aqui. Muito bem. - O ruivo falou quando os últimos membros daquela equipe de contra medidas chegou. - Tenho algumas instruções a fazer.
O comentário fez Shibata torcer o nariz pelas costas de Azura, e Amaya o observar com olhos ligeiramente céticos.
- Vocês três. - E ele gesticulou com as mãos na direção da equipe de ANBUs. - Nós faremos viagens paralelas. Eu preciso que vocês viajem na frente, pelo menos meio dia de viagem. Primeiro ponto: Não faz sentido todos estarmos juntos, até pelo fato de que nós os atrasaríamos. Segundo ponto: Quando aportarmos no País do Fogo, estaremos em um território potencialmente hostil. Vocês farão reconhecimento, preparando nossa passagem. Entendam que não quero que nada que não seja importante nos impeça de prosseguir. - E concluiu de forma altiva. A liderança sempre foi um forte de Azura, sendo ele alguém que sempre soube o que fazer.
O grupo ouviu silenciosamente, inclusive aqueles que não se sentiam confortáveis com o posto dado ao novato espadachim, mas a lógica dos fatos fez calar qualquer ânsia em encontrar um motivo para se revoltar.
Adotando as ordens dadas pelo Jounnin, as duas equipes viajaram paralelamente. Os três espadachins atrás, cruzando o País da Água em uma velocidade consideravelmente rápida, e o grupo dos ANBU, que partiram na frente, avançando nas sombras das árvores e montanhas, sempre escondendo sua presença de possíveis espiões.
Do dia seguinte, os ANBU embarcaram em uma pequena navegação no porto de Sueisha, uma cidade portuária do País da Água, e cerca de 10 horas depois, o grupo de Azura fez o mesmo, rumo ao País do Fogo, além mar.




Continua...
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Dorou

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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Qua 13 Jun 2018 - 1:10

Chegado ao País do fogo, depois de duas semanas de viagem marítima, a equipe de espadachins desembarcou sem demora, querendo diminuir o seu tempo na estrada ao máximo. Eles encontraram a rota que levava ao palácio do Daimiyou, que se localizava na capital do País do Fogo, bem no centro da vasta área do País.
Apesar da tecnologia ter avançado de forma monstruosa nos últimos anos, Azura percebeu que pouca coisa mudou no cenário das estradas. Eram trilhas, muitas vezes fechadas por árvores e pedras, que ainda lhe imprimiam uma nostálgica sensação de que o tempo parou muito antes de tudo mudar repentinamente.
Alguns dias de viagem sucederam sem muitos problemas. O clima do grupo era, na maior parte do tempo, bastante frio. As duas espadachins veteranas, muito amigas, limitavam suas palavras apenas para si, o que contribuía para manter o status silencioso daquele comitiva.
Azura não se incomodava com o silêncio. Muito pelo contrário, ele até mesmo agradecia dentro de si por não ter que lidar com as palavras. Sua mente estava focada em coisas mais emergenciais, como o fato deles não terem recebido nenhuma mensagem da equipe avançada Anbu desde dois dias atrás, ou como aquilo tudo começava a parecer estranho. Desde que eles pisaram naquela estrada, não viram um viajante sequer…
Enquanto isso, Amane e Shibata conversavam entre si. Existia ainda um Tabu naquele grupo. Elas eram amigas de Sueji de longa data, lutaram ao seu lado várias vezes e, apesar dele ter sido retirado da equipe de espadachins, ainda eram muito próximos. Havia aquela tensão em torno do homem responsável por retirar seu amigo da elite de Kiri…
Azura parou sua corrida com abruptidão, sendo seguido pelas duas espadachins.
- O que houve? - Shibata assumiu uma persona alerta assim que sentiu a seriedade no semblante de Azura.
-  Sobre as montanhas… - Ele apontou para os céus, onde ao longe, próximo ao sopé da montanha mais próxima, um grande pilar de fumaça negra erguia-se aos céus, como um grande presságio de morte.
- O que pode ser isso? - Amaya, sempre bem humorada, sentiu a seriedade da situação. Um cheiro de madeira queimada misturado a qualquer coisa irreconhecível lhes tocou o olfato.
- Vamos averiguar, subam nas árvores e avancem furtivamente. - O ruivo ordenou, entrando ele mesmo na densa floresta que os separava daquele sinal de fumaça macabro. Silenciosamente eles flutuaram sobre os galhos das árvores, sombras etéreas voando ao vento… Seguiram durante uns minutos, atentos a qualquer som que poderia significar perigo.
Quando chegaram nas últimas árvores da floresta, ainda escondidos sob a escuridão das copas, eles se depararam com a morte…
A fumaça que erguia aos céus era o resquício de um grande incêndio, pois ela surgia de uma vila recentemente destruída. O cenário era de desolação total… casas em ruínas cinzas por todo lado, pessoas outrora felizes debruavam-se no solo, sem vida.
“Não…” perto de Azura, Amaya sussurrou, cobrindo boca com as mãos, numa expressão de terror.
“precisamos procurar por sobreviventes.” Shibata também sussurrou, desta vez olhando para o seu capitão, procurando sua aprovação.
“Não. Pode ser uma armadilha. Nós vamos dar a volta e esperar algumas horas, até que nossa chegada não seja mais esperada.” a frieza das palavras que saíram daqueles lábios revoltou as duas espadachins, mas a sua lógica era inegável. Aquela situação parecia mesmo arquitetada para uma emboscada.
E ainda assim… Shibata estava a atônita. Ela se odiava por não poder agir frente a aquela tragédia. Imaginava os infinitos prantos, toda a dor e todas lágrimas derramadas por aquelas pessoas sofridas, que tiveram tudo de si roubado num piscar de olhos…
Porém a gota d’agua foi quando Amaya a viu… Uma criança surgiu de trás de um dos escombros. Ela parecia ter acordado há pouco tempo, sua face estava repleta de cinzas e um filete de sangue escorria pela testa e bochecha.
E ocorreu em um segundo. Amaya olhou de relance pro seu capitão, com olhos furiosos.
- Esperar é o cacet- e sua fala foi cortada pelo seu movimento. Ela saltou das árvores até a vila, urgente em acudir aquela pobre criança em meio ao caos.
- Amaya, não! - Shibata até tentou parar a amiga, mas já era tarde demais.
- vá com ela, Shibata. Eu dou cobertura caso algo aconteça. - Azura ordenou, sem tirar os olhos da criança.
Ela chegou segundos depois da amiga apenas para ver a loira abraçando a pequenina e lhe soltando palavras de conforto.
- Como ela está? - Perguntou.
- Muito abalada, provavelmente em choque… Não consegui entender o que houve aqui ainda, mas nós vamos conseguir algumas respostas em breve. - Dizia Amaya, acariciando a cabeça da criança. - Sinceramente, Shibata. Ignorar isso? Ele é um monstro ou o que? - Ela estava claramente irritada.
Sobre isso, Shibata até que entendia o motivo de revolta da amiga, mas não podia negar a lógica por trás da cautela de Azura… Ela odiava ter que admitir, mas preferia ter esperado também.
- Eu temo que concordo com o plano dele, Amaya… Nós estamos em uma missão extremamente importante. Não podemos nos dar ao luxo de sermos emboscados aqui… Tem muita gente dependendo de nós…
- E o que? Do que adianta salvar o mundo, e não conseguir salvar uma criança? Além do mais, estamos aqui e não houve nada, não é? Rela-
“Tsssssss” a Jounnin foi interrompida por um chiado quase inaudível.
- Amaya… que som é esse?
A loira olhou a criança entre seus braços, e seus olhos quase saíram das órbitas quando ela percebeu o kibaku fuuda preso nas costas do pequenino.
BOOOM

Uma explosão gigantesca sucedeu, engolindo as três figuras que estavam no meio da cidade. Em meio a cortina de fumaça que cresceu, Amaya e Shibata surgiram saltando para longe. Amaya ainda carregava nos braços a criança, mas tinha no ombro e em boa parte das costas uma série de queimaduras gravíssimas. Shibata, por outro lado, foi pouco atingida e já se preparava para a batalha, apesar de ninguém ter visto ainda qualquer inimigo.


Continua...
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Dorou

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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Qua 11 Jul 2018 - 1:16

Conforme a cortina de fumaça dissipava no vento, uma série de sombras se revelaram.
“quinze… Não, trinta!” Shibata contava conforme surgiam. Eram homens e mulheres. Alguns baixos, outros altos, vestidos de trapos e armaduras de couro surradas. Alguns eram munidos de máscaras de animais, outros usavam lenços no rosto… Aparentemente o importante era manter qualquer identidade em sigilo.
- Ei, Amaya… Eles são muitos! - A espadachim usuária da kabutowari analisava, seriamente preocupada. Ela, apesar de ter se ferido pouco em comparação a amiga, ainda sentia dores horríveis de onde a explosão e os fragmentos a atingiram. Ela estava ferida, e aquilo certamente dificultaria a batalha…
- Você ainda consegue Lutar? - Ela perguntou para a loira.
- Hai… - Amaya via que a criança estava desmaiada em seus braços.  Não era para menos, apesar de ter conseguido salvá-la de se ferir com o fogo (inclusive, os fez se pondo na frente da explosão) o stress e o medo daquilo tudo deveria estar lhe afetando de forma inimaginável… Afinal, era uma criança.
- Eu… Acho que sim. - Ela respondeu, Vacilante. Sua pele estava bastante vermelha e queimada no braço direito, ombro e costas. Suas roupas estavam também extremamente danificadas, tendo apenas alguns fiapos impedindo que sua blusa caisse e seus seios ficassem a mostra.
Amaya tentou se levantar, ainda com a cru protegida no braço, mas a dor a atingiu de tal forma que voltou no meio do caminho, grunhido de sofrimento.
- Isso é mau… - Ela sussurrou.
Os inimigos não foram tão pacientes assim. Assim que sua visibilidade ficou completamente limpa, avançaram todos entre gritos de guerra e gargalhadas em unissom. Empunhavam katanas, machados, kunais e todo tipo de armas.
- PREPARE-SE AMAYA! - Shibata gritou, prestes a avançar, quando foi interrompida.
Uma saraivada de senbouns brilhantes surgiram das duas costas, assobiando no ar e atingindo a linha de frente dos bandidos. Era Azura que surgia em passos curtos. Ele despiu o casaco que sempre usava e jogou nos ombros de Amaya quando já estava próximo o suficiente.
Parecia ignorar o fato de que haviam dezenas de inmigos a poucos metros olhando-os com agressividade e apreensão, pois estava tão calmo quanto o momento em que partiram naquela missão. Notar aquilo sobre o capitão acalmou os ânimos de Shibata… Saber que seu parceiro estava calmo significava que as coisas não estavam tão ruins quanto ela pensava.
- Recuem. Protejam a criança e a si mesmas por um tempo. Eu volto logo… - Deu alguns passos, distância o suficiente para ficar entre as kunoichi e os inimigos.
Shibata não conseguiu falar nada. Em sua mente, o primeiro pensamento era que ela e sua amiga eram um fracasso por não servirem sequer de apoio… Mas sua expressão de vergonha foi mudando a partir que sua mente foi expandindo para outras teorias. E talvez… só talvez… Azura estivesse fazendo aquilo para protegê-las, não para reafirmar a própria autoridade. Uma fagulha de admiração surgiu na sua mente.
O ruivo, por sua vez, apenas munido da camiseta azul marinho que usava por baixo do casaco, ergueu o braço direitoesticando para o lado, e estalou os dedos no segundo seguinte. Seu chakra percorreu o seu braço e concentrou-se ligeiramente nas mãos. Uma pequena  fumaça se ergueu, e depois que ela abaixou, Samehada surgiu. A grande espada apareceu onde antes não havia nada, e tão logo surgiu nas mãos do kirinin, ela foi girada no ar até ser fincada no chão ao lado do seu dono.
Azura estava focado, atento, obstinado e com olhos extremamente aguçados. Uma boa e velha matança… Fazia um tempo desde que não lutava sem se segurar, e lá dentro de si, adormecido no coração shinobi que existia em si, ele até que gostava deste tipo de situação…
- MATEM ELE! - Os muitos bandidos gritaram quase em unissom no momento em que decidiram atacar.
Azura sumiu no ar, deixando a multidão de inimigos confusa. AAAAAARH!  Eles ouviram próximo de si. Era o kirinin que surgia nos céus, a poucos metros do chão, porém sobre as cabeças daqueles criminosos azarados.
Ele desceu pesadamente, segurando sua Samehada com as duas mãos, descarregando toda a fúria da arma viva no inimigo mais próximo.
Balançava sua espada com tamanha maestria, que pareciam ser um só. Ele saltava no ar e girava o próprio corpo, usando seu peso para movimentar a grande arma. Alguém tentou atingi - lo com uma Katana, mas foi mal sucedido no ataque e teve o torso atingido pela espada de Azura. No momento do impacto, a maior parte das bandagens saíram da espada, e a propriedade mais mortífera daquele monstro em forma de arma surgiu.
Cada golpe que Azura atingia, não só feria os inimigos, como também raspava sua pele e carne tão facilmente quanto manteiga… E neste ritmo, ele massacrada seus inimigos um a um, e as vezes até mesmo dois a dois. Erguia a pesada espada com os braços, fazendo uso de uma força brutal, e então despejava-a nos adversários com destreza típica dos espadachins. Desviando dos golpes mais fechados e defendendo aqueles mais abertos, ele começava a diminuir os números dos inimigos consideravelmente.
Sangue escorria por Samehada, e ela e seu dono dançavam em meio a multidão, manobrando seus corpos e fazendo suas lâminas alcançarem seus adversários como verdadeiros emissários da morte.
Ver aquela cena: a de diversos homens caindo sobre os pés de Azura. Implorando misericórdia frente a um inimigo inflexível e eficiente na arte de matar, fez Shibata e Amaya entenderem o real motivo de chamarem seu capitão de Shinigami no Azura


O shinobi ainda não demonstrava sinais de cansaço, nem diminuía o ritmo. Ele balançou a espada com as duas mãos e derrubou mais um inimigo no momento seguinte. Girou enquanto se abaixava para evitar um golpe de machado, mas foi atingido assim que terminou o movimento por um corte de Katana. Suas costas formaram um risco vermelho, mas o shinobi não mostrou qualquer sinal de dor. Muito pelo contrário, olhou sobre os ombros, intimidando com uma aura maligna, o seu atacante.
Virou-se balançando Samehada com selvageria e atingiu o dito cujo com um golpe poderosíssimo. O cabo da grande raspada passou a alongar-se e a se tornar uma espécie de chicote, tendo na ponta a grande espada monstro. Aquela transformação permitiu Azura criar golpes a média distância, pois agora Samehada tinha mais que o triplo do alcance e estava sedenta por mais sangue, como uma salamandra assassina. Ela passava a centimetros do corpo do dono, mas ciente de quem era seu mestre, nunca deixava que ele se ferisse. Isso, somado ao uso perfeito da arma, fazia aquela espada uma máquina de morte
.
Restando apenas 5 inimigos, e após ter criado um tapete e corpos no chão, Azura descansou a arma ao lado de si. Ofegante, ele arqueava os ombros em visível sinal de desgaste. Manipular a Samehada exigia grande esforço físico, além do seu chakra ser sugado constantemente. Os poucos que sobraram estavam, na maioria, feridos ou apavorados demais para fazerem qualquer coisa. Alguns tremiam como vara verde ao vento, outros estavam paralisados… A batalha estava acabada.
Shibata e Amaya engoliram em seco, num misto de alívio e terror pelam cena que acabaram de ver…
Azura fincou a Samehada no chão e a largou. Suas mãos se uniram em selos rápidos, uma sequência conhecida muito bem pelo shinobi, então seus lábios sussurraram:
- Suishou no Teikoku... - E suas mãos assumiram um brilho azulado forte, na medida em que seu chakra era desviado em uma grande quantidade  para a extremidade dos braços.
- Omae wa, wo shinderu! - Ele disse com seriedade intimidadora, então partiu contra os inimigos restantes.
A maioria deles tentou se defender, mas falharam miseravelmente em ferir com suas lâminas aquele mestre em lutas armadas. Azura os desarmou com habilidade, e os golpeou objetivamente com as mãos nuas, brilhantes de chakra. Vários socos e palmadas pontuais, assim como toques estratégicos. No segundo em que as mãos do shinobi entravam em contato com os inimigos, uma grossa camada de cristal se formava. Cristalizando pele, roupas e ossos, aquele material sólido e tao duro que chegava próximo ao inquebrável dominava os pobres adversários de Azura até que eles ficasem completamente imóveis. Todos,com exceção de um, foram cristalizados da cabeça aos pés imediatamente.
Um único foi poupado do cruel destino. Seu corpo inteiro foi cristalizado, mas sua cabeça permaneceu intacta, assim como Azura quis. Aquele seria o responsável por responder as perguntas…
O Shinigami estava exausto. Seus ombros subiam e desciam enquanto seus pulmões recuperavam o ar que seu fôlego tanto necessitava. Depois daquela batalha insana, o cansaço finalmente pesou no Jounnin…
Amaya ainda abraçava a criança e sentia as fortes dores das queimaduras, mas finamente suspirava aliavada por saber que conseguira sobreviver a mais uma situação de vida ou morte. Lhe incomodava não ter ajudado em nada, mas sinceramente, naquela altura ela só estava feliz por não ter sido fatiada por aqueles criminosos.
Shibata também suspirou. Ela pós as mãos na cintura, esvaziando os peitos da aflição de outrora.
- Sinceramente, capitão. Você não precisa fazer tudo sozinho… - Ela falou baixinho, tão agradecida quanto incomodada por ter sido um peso morto.
O ruivo de kiri deu alguns passos no campo de batalha, desviando seus pés dos corpos bom chão, a caminho de sua espada.
- Azur- AZURA! - Shibata gritou, sem reação para se mover.
Foi em um segundo. Azura sequer teve tempo para piscar, quando sentiu uma sensação quente no seu peito.
Quando olhou para baixo, viu uma barra luminosa atravessando o seu torax. Ela emitia um forte brilho amarelado, tal como uma lâmpada de led, mas com a capacidade de cortar qualquer coisa como se fosse manteiga….
Azura olhou aquele estranho objeto no seu corpo por alguns segundos, anestesiado da dor, e percebeu que o mesmo desfez-se no ar no momento seguinte, como se nunca tivesse existido.
- Luz…? - Ele disse baixinho, segundos antes de cair de joelhos e depois de cara no chão, imóvel.
- AZURAAAAA!
Ele ouviu ao longe, mas sua concebia se perdia cada vez mais, e todos os sons passaram se parecer com sussurros distantes.

Então veio a escuridão.
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Dorou

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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Sex 13 Jul 2018 - 2:51

Os olhos de órbitas negras de Azura se abriram de súbito, como se o rapaz acabasse de ser apunhalado naquele instante. O torso, inerte sobre uma cama de palha no chão frio, levantou-se em abruptidão e seus punhos, dormentes pelo desmaio, cerraram-se sobre si, como quem espera o próximo golpe do inimigo.
De respiração acelerada, nuca arrepiada, suor gelado sobre o corpo, Azura estava pálido e extremamente abatido. O Rapaz estava deitado sobre uma cama improvisada, armada sobre o chão com peles e palha. O local era escuro e úmido, iluminado apenas pela luz dançante de tochas e velas.
De repente sentiu uma pontada aguda no peito, onde outrora havia sido perfurado.
ARGH!” Grunhiu, segurando o local com a mão esquerda. Descobriu que estava despido da sua camiseta, e foi surpreendido por uma textura molhada no local da dor, e descobriu que naquela área existia uma fina camada de qualquer coisa pastosa e fria, como geléia. O Jounnin analisou os dedos e viu que aquela substância era, na realidade, uma mistura verde musgo de vários tipos de ervas aromáticas misturadas a um óleo.
- Um remédio? - Ele pensou para si. - Não só isso… Essa umidade, paredes de Pedra… Estou em uma caverna. Sendo tratado por alguém? - Sua mente funcionava bem, apesar das idéias estarem levemente embaralhadas por conta do torpor.
Um rangido preguiçoso cortou o ar, e uma porta abriu-se em algum lugar. Azura pode sentir uma fraca brisa tocar-lhe a face, provando sua teoria de que estavam em uma caverna não muito profunda, provavelmente escavada em uma montanha.
- Vejo que você já acordou! Isso é ótimo! - Uma face escondida numa grande e emaranhada barba branca sorriu assim que passou pela porta. Ele era um idoso de pele maltratada pelo sol, tinha por volta dos seus 80 e carregava nas longas sobrancelhas um ar de quem conhecera todos os cantos daquele mundo.
Apesar da aparência gentil, Azura foi implacável: Levantou-se da cama num salto e, jogando seu chakra massivamente para a mão direita, moldou uma adaga de cristal cintilante, com um brilho tênue que respondia ao danças das luz das tochas.
- Calma, calma. - O velho suspirou fundo, gentilmente gesticulando as mãos.
Azura notou um movimento atrás do velho homem, e desceu sua visão. Uma criança observava com um misto de curiosidade e medo ao que parecia um Azura confuso e enfraquecido.
- Você… - Ele sussurrou, reconhecendo a criança que Amaya salvou quando caiu na armadilha. Esse pensamento o fez lembrar da sua equipe. Onde estava Amaya e Shibata?!
- Antes de mais nada, suas amigas estão a salvo. Tenho certeza que você iria perguntar isso logo a seguir. - O velho homem sorriu e adentrou mais a sala, se aproximando despreocupadamente de Azura, até mexer em algumas tigelas que residiam numa cômoda próxima. - Vocês foram resgatados todos em estado muito grave. Apesar das duas outras jovens estarem em uma situação difícil quando foram resgatados, você estava num estado pior… Sinceramente, é um milagre ter sobrevivido! - Ele falava entre sorrisos surpresos.
Azura ainda digeria a informação, principalmente porque estava aceitando aquela conversa como verdade. Não sentia qualquer traço de mentira na voz daquele homem, e as evidências de que todos estavam bem começavam a surgir. Ele conseguia sentir com o senninka a presença de diversas outras pessoas próximo dali, inclusive de Amaya e Shibata.
- Então… Posso concluir que vocês são os moradores daquela cidade destruída? Se abrigando nas montanhas depois da invasão dos bandidos. - Azura foi incisivo. Ainda não se dera ao luxo de abaixar a lâmina, mas sentia mais confiança aos poucos.
- Oh! você é bem rápido em ligar os pontos! - E sorriu de novo, remexendo uma substância qualquer numa tigela de barro. Ele virou-se outra vez e remexeu o conteúdo que preparara, dessa vez trazendo nos dedos qualquer coisa verde e perfumada. Mais medicina para o ferimento.. - Me permite? - E fez um gesto como quem queria passar o remédio.
Azura hesitou por uns segundos, mas por fim suspirou e consentiu com a cabeça. guardou a adaga na cintura, entre a bermuda e a própria pele, e abriu os braços para que o velho homem pudesse se aproximar com o remédio.
- Qual sua história, velho? o que houve naquela cidade? - Ele perguntou, olhando pro nada enquanto o senhor cuidava criteriosamente da cicatriz.
- Não é nada feliz e heróico, sabe. - Ele deu uma risadinha triste, depois uma pausa, então prosseguiu. - Eles surgiram há mais ou menos 1 mês. Primeiro foram vistos pela fronteira; Parece que queriam despistar os investigadores para o local errado, mandaram parte dos homens fazerem manobras próximo ao castelo do Daimiyou, queriam mesmo esconder o verdadeiro objetivo deles… Começou como um rumor, um dos nossos aldeões surgiu com a ideia maluca de que seríamos atacados. Ele tinha visto um grupo de nukenins conversarem na beira da estrada, então correu para nos avisar. Claro que todos rimos dele. Não era possível que atacassem um povoado tão próximo do coração do País do Fogo… O homem se sentiu humilhado e fugiu sozinho… Eu me arrependo todo dia por ter feito tal tolice… Eles surgiram poucos dias depois. Pilhando e arrasando tudo… Não hesitaram em fazer as piores atrocidade. - O homem parou sua fala, engasgando na própria tristeza.
- E porque não pediram ajuda ao Daimiyou? - Azura parecia tão frio que sua entonação ganhava um requinte de crueldade. Como quem pouco se tocasse pelo relato.
- É ai que o nosso tormento começou… Nós fugimos para as montanhas. Poucos sobreviveram. Eles nos descobriram aqui e passaram a nos vigiar, cobrar pedágios e até mesmo a pedir que enviássemos jovens garotas e garotos para os entreter… Nos tornamos reféns desde então.
- Entendo. - Azura começava a entender o quadro geral, mas ainda não via com bons olhos o fato dele estar ali, num local vigiado pelo inimigo, sem ser notado. - Eles sabem de nós?
- Felizmente não… Depois que você desmaiou, as garotas foram espancadas até quase morrerem. Depois que “ele” foi embora, um grupo de shinobis mascarado se aproximou… Nós estávamos observando tudo pelas árvores, a distância. Vimos sua luta sangrenta, vimos você ser atingido no coração, e vimos esses 3 indivíduos chegarem. Eles eram da névoa também, e quando nós contamos o que aconteceu, eles nos ajudaram a trazê-los para cá em segurança.
- Os Anbus… - Azura sussurrou, compreendendo a situação. Agradeceu mentalmente.
- Eu preciso reunir com a minha equipe, velho. - Azura, ainda mancando, saiu em direção a porta.
- Mas é claro! Eles estão no hall, aqui perto! - O homem guardou apressado a tigela na mesa e seguiu o ruivo.
- Aliás, muito obrigado por ter curado meu ferimento tão rápido… - E massageou de novo a cicatriz. - Eu estaria incapacitado agora com aquele ferimento.
- Mas mestre Azura… O homem falou, ficando sério de repente. - Não foi eu quem curou seu ferimento milagrosamente… Foi você quem se curou sozinho!
Azura o olhou pelo ombro, com olhos sérios e profundamente intrigados.


Numa sala perto dali, duas kunoichis sentavam em duas camas de solteiro, separadas por um vão de 1 metro, mais ou menos. Elas olhavam o nada, mergulhadas em um profundo silêncio. Amaya abraçava as pernas e repensava tudo que acontecera até ali. Estava exausta, frustrada e, sinceramente, com medo.
Já Shibata sentia-se furiosa por perder tão facilmente para aquele oponente que derrubou Azura. Não durou nem 2 minutos trocando golpes com ele, e foi completamente derrotada no final… Se sentia, no fim das contas, uma grande inútil.
Quando o capitão da equipe entrou pela porta, elas ergueram seus olhares e sorriram aliviadas.
- Azura! - Amaya pulou, indo abraçar o recém chegado com real preocupação. Ela estava aliviada por sua tolice de outrora não resultar na morte do capitão. Não se perdoaria se cometesse um erro tão atroz…
Azura assistiu a tudo com uma seriedade confusa. Não entendia bem o porquê da mudança de comportamento repentino. O velho homem entrou logo atrás, seguido por algumas pessoas aleatórias que, curiosas, vinham ver o grupo de shinobis resgatados.
- Vejo que todos se recuperaram muito bem! - Ele sorria, sinceramente levado a felicidade com aquele fato. - Então deixe me apresentar! Meu nome é Rudo. Ancião da antiga vila Shiba. Nós éramos conhecidos por produzir um arroz de altíssima qualidade hehehe - E sorriu de novo, dessa vez com uma gota de melancolia no olhar. - Mas isso é passad-
- Minna-san! - três pessoas entravam corridas pela sala. Atravessando com dificuldade a multidão que se formava para observar. - Finalmente vocês acordaram! - Eram dois homens e uma mulher, todos muito jovens, por volta dos seus vinte e poucos.
Os três espadachins se entreolharam, confusos.
- Ichi, Ni e San! - A mulher falou, gesticulando o dedo indicados na própria face, desenhando uma máscara no ar.
“Os ANBUS!” Shibata exclamou dentro da própria mente. Naquela altura o grupo pensava que todos haviam sido massacrados pelos ladrões, pois não mandavam notícias há dias.
- É muito bom vê-los bem! - Ni, um dos homens, falou. - Nós passamos por maus bocados também, mas conseguimos nos misturar entre estes cidadãos antes que eles gravassem nossos rostos. Fomos nós que os resgatamos depois de vocês serem derrotados por Yoruga.
- Que bom que estão todos bem! Eu fico muito alivi- Amaya foi cortada em meio ao seu depoimento emocionado por Azura, que falou rápido, seco e objetivo.
- Yoruga?
Um silêncio aterrador se fez na sala. Inclusive os curiosos que observavam pela porta e o próprio Rudo, o ancião, prenderam a respiração ao ouvir o nome.
- O homem que os atacou. Seu nome é Kakusha Yoruga. Ele é um assassino famoso pela inteligência das vilas por ser assossiado constantemente a contratos para o assassinato de figuras famosas. - Quem falou foi San, o mais velho do grupo de ANBUs.
Azura e as espadachins ouviram com profundo silêncio.
- E aquilo que atingiu Azura… - Shibata raciocinava em unissom ao capitão.
- Podemos concluir que nosso inimigo utiliza algum tipo de técnica que manipula a luz. - Azura raciocinou.
- Que conveniente… - A samurai espadachim ponderava como diabos se lutava contra alguém que utiliza luz daquela forma. - Rudo-san! Onde estão nossas espadas?
Se fez um estalo na mente de todos quando perceberam que suas preciosas armas não estavam à vista, principalmente nos espadachins, que tão gratos por ainda estarem vivos, quase esqueceram que eram portadores de armas raríssimas.
- Sobre isso… - O velho homem e os ANBUs pareceram desconcertados. - perdão, mas quando chegamos já era tarde demais…
- Quase todas as armas foram roubadas por Yoruga e os seus capangas… Menos uma. A arma maior, aquela coberta por ataduras, ficou fincada ao chão lá mesmo onde você deixou. - Ni apontou para Azura e gesticulou nervosamente. - Quando Yoruga tentou tirá-la de onde está, tive a impressão de que ela era viva! Surgiram alguns espinhos que feriram as mãos dele! Depois disso, o desgraçado desistiu de levar a espada e foi embora praguejando alguma coisa.
Outro mar de silêncio se fez, mas este logo foi cortado pela tempestuosa Amaya.
- Pera aí! Você viu tudo? Vocês estavam lá? Viram nós sermos massacrados e não fizeram NADA? - O tom de voz dela foi se tornando mais firme e mais alto conforme a indignação subia pela sua garganta e a ideia de ter sido negligenciada se alastrava pela sua mente.
- … - Os três ressoaram num silêncio culpado, e desviaram o olhar em vergonha.
- Eles fizeram bem, Amaya. - Azura se pronunciou no segundo seguinte.
- O QUE? NÓS PODERÍAMOS TER GANHADO!
- Poderíamos? - O ruivo replicou quase maliciosamente, mas foi apenas o seu tom mais alto que fez soar como se sua pergunta fosse uma provocação.
Sendo proposital ou não, funcionou. Amaya logo arqueou os ombros, num suspiro frustrado.
- Pense bem. Estávamos em desvantagem, fomos pegos de surpresa por um inimigo poderoso, rodeados por um campo que não conhecíamos e feridos… Eles fizeram apenas o que se espera de alguém com o mínimo de pensamento estratégico. Esperaram e observaram. - Azura se virou para os três, que ainda pareciam envergonhados com a atitude. - Bom trabalho.
Eles pareceram se animar um pouco com o encorajamento.
- E agora, Azura? O que faremos? - Shibata descruzou os braços e perguntou com uma pitada de inquietação. - Esperamos? Atacamos? Recuamos?
O ruivo a olhou por uns segundos, perdido em pensamentos. Todos na sala o olharam, esperando uma direção a seguir, esperando que talvez ele tivesse a solução para todos os seus problemas, e esperando que aquela situação de emergência fosse contornada…
- Nosso inimigo tem o maior número, eles conhecem o terreno, tem poder de fogo e mais recursos que nós… Além de terem um grande trunfo, que é o seu general. Não é o tipo de adversário que poderíamos ganhar em condições normais…
Ele disse isso, e a luz de esperança fraquejou no olhar de todos, como se um grande peso caísse sobre seus ombros e uma máscara de palidez e desânimo descesse sobre suas faces.

- Mas… - Ele continuou, e as pessoas voltaram a ter esperança. - Nós não desistiremos da nossa missão tão facilmente. Azura caminhou até a porta, fazendo a multidão abrir espaço para si. - Se preparem para a batalha, eu tenho um plano.
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Dorou

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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Sex 13 Jul 2018 - 5:39

Horas depois, um pequeno grupo de shinobis saltava por entre os galhos da floresta próxima ao vilarejo destruído, onde Azura e companhia foram derrotados outrora. Era Ichi, Ni e San, agora trajados com suas roupas shinobi e máscaras Anbu. Eles saltaram até uma última árvore. Chegando lá, os três se reuniram em uma rápida reunião de time. Se entreolharam, acenaram com a cabeça, todos cientes dos próximos passos a seguir, e se separaram num shunshin quase invisível.
Em suas mentes, ecoava as palavras que Azura disse sobre este estágio do plano;


"Pelo fato de nós termos sido derrotados, eles devem pensar que fomos mortos ou que no mínimo estamos incapacitados de continuar. Estarão cautelosos, porque pelo visto o plano de atrair a atenção dos shinobis para o castelo do Daimiyou falhou. Eles triplicarão a atenção, pois temerão novas incursões de ninjas das vilas. Vocês vão se espalhar e chamar o máximo de atenção possível."


A previsão estava completamente correta. Assim que eles se separaram e começaram a percorrer seus trajetos, sentiram olhares sob suas costas. As iscas estavam lançadas.


"Depois que chamarem a atenção do máximo de inimigos possível, iniciem um combate suicida. Façam parecer que estão em desvantagem e  então recuem em desespero. Façam que o maior número de perseguidores venham atrás de vocês separadamente…"


E assim os três Anbus fizeram. Ichi, Ni e San percorreram cerca de meio quilómetro, até serem alvejados com kunais e shurikens de inimigos ocultos. Não demorou muito para que eles fossem abordados por grandes números de inimigos. Assim como Azure previu, eles estavam extremamente inquietos com a presença de shinobis, e caíram facilmente naquela isca óbvia… Assim que cada um individualmente atraiu o máximo de pessoas possível ao redor de sí numa batalha dura e perigosa, começaram a recuar, todos para o sul, mas em pontos diferentes.


"Se não me falha a memória… Existe um rochedo ao sul do vilarejo destruído. Nós passamos por lá na viagem. Os atraia para a porção norte deste rochedo, onde existe um paredão íngreme… Vocês saberão o que fazer quando chegarem lá."


Assim como foi dito, um grande número de inimigos perseguia cada um dos Anbus. Chegado mais próximo do paredão, onde as árvores começavam a rarear, os três se encontraram novamente. Atrás de si, quase cinquenta bandoleiros os perseguiam ensandecidos, loucos para retalhar aqueles três pobres inimigos. Quando chegaram ao paredão, no ponto onde Azura havia marcado, viram o quão íngreme e alto era a formação rochosa, e lá em cima, há mais ou menos 20 metros do solo, em cima das pedras, estavam os três espadachins da névoa. Neste momento, o objetivo de Azura em levar os inimigos até aquele local se elucidou na mente dos três.
- Ichi! San! - Ni, que corria na frente do trio, disse em tom de alarme. - Acelerem o passo e subam o paredão o quanto antes. Rápido!
Os bandidos vinham atrás sem entender nada, mas tinham em mente seu objetivo de matar. Gargalhavam e xingavam em meio a sua multidão infame, e disparavam injúrias baixíssimas. Quando viram os três Anbus começarem a subir o paredão, há alguns metros a frente, se deleitaram com a imagem. Ali estavam três cordeiros encurralados, prontos para o abate!


Azura, com os braços cruzados, recitava o último trecho daquela fase do seu plano.
- E então, quando a maioria das forças inimigas estiverem juntas… - Ele descruzou os membros, agachou-se lentamente, obedecendo o timming certo para efetuar seu objetivo, e fechou os olhos em concentração. Existia um sol dentro de si. Um sol extremamente brilhante, pronto para queimar tudo em volta… Deste sol, ele só precisava de um punhado de luz… E com muito cuidado, manifestou esta luz dentro de si.
O chakra natural fluiu pelo seu corpo como uma torrente, e mesmo que só um pouco, libertar aquele mecanismo energético o preencheu com revigorada força. Logo algumas marcas passaram a cobrir metade do seu corpo, e seu braço esquerdo se tornou espinhoso. Então apoiou as duas mãos no chão.
- DOTON! - Ele gritou, jogando boa parte deste chakra massivo para as mãos e fazendo-o fluir no solo abaixo de si. - KUIKOROSU TSUCHI!
Começou como um tremor. Os Anbu conseguiram chegar ao lado de Azura a tempo, mas os bandidos, que ainda subiam o paredão, logo se desequilibraram e caíram. Confusos, olharam para todos os lados e não souberam responder o que significava aquele grito, que mais aprecia invocar uma técnica.
No segundo seguinte, a terra estalou, dobrou, ganhou vida e se tornou uma formação monstruosa de várias mandíbulas animalescas. Tão gigantes quanto colossos, as mandíbulas se movimentaram ferozmente e engoliram cada um dos presentes naquele grupo de bandoleiros. Os gritos, desesperados e confusos, foram ouvidos até o momento em que eles eram devorados para a escuridão das rochas e do solo, mas no momento em que o chão voltou a se fechar, apenas o silêncio reinou.
- E então, quando estiverem juntos… - Shibata, hipnotizada pela cena, repetia as palavras que Azura dissera mais cedo.
- O general será forçado a se manifestar… - Amaya a completou, tensa pelo que viria a seguir.
Ao longe, próximo à vila destruída, um pilar de luz amarela se ergueu do chão aos céus. No princípio uma luz fraca, tenra e fina, mas que logo se tornou robusta e estonteante. O general estava furioso com a derrota do seu exército…
- Ele está vindo… Se preparem! - Azura falou em uma seriedade tão característica que se tornou sua assinatura. Saltou o paredão, seguido pelas duas espadachins e pousou no solo, onde outrora os bandidos haviam sido soterrados pela sua técnica.
Os Anbus, agora mero espectadores, esperavam soturnos pelo seu próximo papel naquele complexo teatro.
Os três espadachins ficaram ali, parados, por alguns segundos, esperando. E então ele chegou. Caminhando pela floresta em uma calma visivelmente superficial. Alto, esguio e careca. Yoruga tinha uma expressão maliciosa no rosto. Um sorriso largo, fino, e um semblante totalmente tendencioso. Dava pra sentir sua sede se sangue à quilômetros…
- Ora ora ora… - Ele disse, dando os últimos passos até parar há trinta metros do grupo. - Parece que vocês me ajudaram na limpeza, não é? - E sorriu quase de forma reptiliana.
- Devolva o que nos pertence! - Amaya, visivelmente irritada de ver suas Raitou Kiba na cintura daquele assassino, gritou assim que ele terminou de falar.
- Oooh. Está falando disso? - E então, apontou para a cintura. - Claro! Eu devolvo, depois me entrego, depois todos vamos tomar um chá da tarde, comendo biscoitos de manteiga! É CLARO QUE NÃO VOU ENTREGAR! - O sorriso deu lugar a uma expressão de ódio num milésimo de segundo. - Se quer tanto essas espadas velhas… Venha pegar! - E então sacou as armas, num ímpeto de atacar o grupo.
- Aí vem ele! - Shibata gritou, cerrando os dentes e invocando de dentro de um scroll uma katana samuraica.
Azura também avançou. Jogou seu chakra natural para a mão direita e moldou uma espada de dois gumes.
Yoruga parecia dançar no ar. Ele saltava e rodopiava com as Raitou Kiba nas mãos, alvejando o grupo com golpes imprevisíveis e poderosos. Azura, outro mestre em kenjutsu, girava o corpo em torno de si mesmo, dando paços de ajuste e flexionando o tronco para desviar e revidar os golpes. Ele e Shibata, juntos, travavam uma luta de igual para igual contra o perigoso Assassino.
A samurai, por sua vez, tinha um estilo de luta mais pesado e objetivo. Usava cortes curtos e precisos, explorando as aberturas que o inimigo deixava. Ela conseguiu fazer alguns pequenos cortes em Yoruga, mas nenhum deles foi profundo o suficiente para significar algo, para além dela mesma ter sofrido vários ferimentos no processo.
- Ranton! Reiza Sakazu! - Amaya gritou, no fundo. Suas mãos se uniram e uma descarga de lasers se formaram em suas mãos, expandindo-se em várias trajetórias, para no final voarem em direção ao inimigo.
Ele saltou para trás, rodopiou habilmente entre os projéteis e desviou a maioria com as espadas, parando segundos depois, agachando no chão e sorrindo.
- HAHAHAH vocês são muito bons! Antes, na primeira batalha, vocês perderam por não estarem lutando em equipe, mas agora estão cooperando para me superar… Que bonitinho! - Ele então cravou as duas lâminas no chão, e uniu as mãos em um selo. - Mas a sua felicidade acaba aqu-
- Não tão cedo! - Amaya gritou. No momento que o vilão largou as Raitou Kiba, dois jatos eletrificados surgiram de trás dele e atingiram as espadas, fazendo-as voar para frente, para perto da sua verdadeira dona. Ela correu alguns poucos metros e as colheu no chão, sorrindo confiante para o adversário depois disto.
- Sua… - Yoruga arqueou a boca em ódio profundo, mas logo depois voltou a sorrir. - Pode pegá-la por hora. Eu vou roubar estas espadas novamente, quando seus corpos estiverem carbonizados no chão. - E sorriu maliciosamente. - É o fim! Yubi Ketaaaaa!
Então Yorua apontou os dois dedos indicadores, como se fizesse uma arma com as mãos, contra os inimigos. Duas esferas de luz se manifestaram nas pontas dos dedos, e destas esferas raios luminosos tão brilhantes quanto uma lâmpada surgiram, viajando no ar num milésimo de segundo.
Os três não tiveram reação, os raios voaram imediatamente para o peito de Amaya, logo abaixo do pescoço. Todos olharam atônitos para ela, esperando que seu corpo fosse atravessado pela poderosa técnica, mas…
- Nada? - A kirinin sorriu maliciosamente, quando percebeu que a técnica de luz tocou sua pele e refletiu para o céu, como se ela mesmo fosse um grande espelho.
A expressão de Yorua mudou gradativamente, assim que seu cérebro processava aquela impossibilidade que acabara de acontecer. Sua boca, outrora arqueada num sorriso maléfico, se abria de incredibilidade.
- COMO É POSSÍVEL?! - Ele mal conseguia falar, engolindo em seco. - Que tipo de truque é este, seus desgraçados? - Então apontou seus dedos de luz para Azura, e o feixe tocou suas bochechas e desviou para qualquer outra direção.
- É simples… - O ruivo ergueu sua espada de cristal e a pôs no meio do feixe de luz. Para azar do assassino, assim que a espada entrou em contato com a luz, fez a mesma mudar de trajetória, assim como qualquer luz comum. - O cristal pode refletir a luz, dependendo de diversas propriedades estruturais… Eu só fiz revestir nossos corpos com uma fina camada de cristal.
E quando disse isso, o assassino realmente reparou um brilho peculiar na pele de todos eles. Existia de fato uma camada de cristal sobre a pele de todos, posta lá estrategicamente, e com as propriedades necessárias para refletir a luz.
- NÃO É POSSÍVEL! - O homem, agora parecendo desesperado, baixou as mãos, que tremiam violentamente.
Num piscar de olhos, um outro Azura surgiu do lado do Azura original, num ágil movimento de Shukuchi. Trazia consigo a grande espada Samehada, que ficou cravada na vila destruída durante a última batalha. No segundo seguinte, Ni, a Anbu, surgia ao lado de Shibata trazendo consigo um scroll.
- Shibata-sama! Nós invadimos o Qg deles, matamos os inimigos remanescentes e trouxemos sua arma. - E sumiu, indo juntar-se com os outros companheiros à distância.
Agora todos os três espadachins estavam armados, e eles não queriam esperar nem mais um segundo para dar o troco no inimigo.
Yoruga deu um passo para trás, suando frio e tremendo da cabeça aos pés. Se não fosse por aquele maldito cristal, ele estaria fatiando os corpos dos seus adversários agora… Suas luzes podiam cortar qualquer coisa que atravessasse…. Mas cristrais reflexivos era uma fraqueza que ele nunca imaginou ter. “Que monstros conseguem se reerguer tão rápido depois daquela derrota?” Ele pensou, entrando em pânico.
- VOCÊS PENSAM QUE GANHARAM? ME SIGAM, E EU VOU MOSTRAR PRA VOCÊS O QUE É TERROR! - Gritou, como um homem no corredor na morte. No momento seguinte seu corpo desapareceu num shunshin, e os três espadachins puderam vê-los fugir pela floresta, em direção a vila.
- Não deixem ele chegar até a vila! - Azura gritou, alarmado, e começou a perseguir seu inimigo.
Os dizeres do velho Rudo lhe era fresco na memória;


"O que estes bandidos horrendos estão procurando… Existe um fosso na cidade, e há uma lenda antiga que diz que, numa comporta escondida dentro deste fosso, existe uma garrafa da água sagrada da grande árvore da vila da Cachoeira. Dizem que quem beber esta garrafa, terá o poder necessário para tomar um País inteiro sozinho… Não deixem que ele recorra a isso!"


Apesar de não haver provas de que aquela água era real, a simples possibilidade de um poder devastador como aquele jutsu de luz se ampliar provocava arrepios na espinha de Azura.
Eles chegaram na cidade em poucos minutos, mas perderam o seu adversário de vista. Havia apenas um punhado de ruínas, cinzas e vento.
Começou como um eco distante, e foi crescendo e crescendo cada vez mais.
- Isso é… Uma risada? - Shibata parecia ouvir alguém gargalhando bem ao fundo, que crescia e se aproximava conforme os segundos passavam - De onde vem isso?
Um segundo de silêncio se fez, e um estalo na mente de Azura o fez gritar.
- DE BAIXO! DESVIAM TODOS! - E ele mesmo saltou o mais alto que pode, desviando de um pilar de luz que surgia do subsolo. Os outros, avisados a tempo, também conseguiram desviar.
Um buraco perfeito se formou onde outrora havia luz, e de dentro deste buraco, Yoruga ressurgiu. Na sua mão esquerda, uma garrafa de vidro, no formato de cabaça, jazia vazia do que quer que estivesse ali. O homem em si estava completamente mudado. Seu corpo emitia uma espécie de luz. Chama azulada que emanava poder e calor. Seu chakra, agora aumentado exponencialmente, se tornara tão grande e poderoso que ele passara a ser quase tangível.
- Eu pensei… - O homem falou, saindo do buraco e se prostrando contra os rivais. - Que eu usaria isto finalmente quando eu tivesse homens o suficiente para invadir o castelo do Daimiyou. Não seria difícil tomar o País tendo o Daimiyou como refém hahahha - E gargalhou alto. - Mas quer saber? Eu me sinto ótimo assim! Pra mim, matar vocês da forma mais dolorosa possível é minha única felicidade neste momento! -
Todos, inclusive Azura, tremiam com aquela presença devastadora. Dava a impressão que Yoruga se transformara em um demônio no momento em que tomou a água.
- Bem… - Ele pôs uma mão sobre o peito,  efetuando um selo. - Morram! Sutādasuto Reboryūshon!
E foi em um segundo. Milhares de feixes de luz, vindos de direções aleatórias, irromperam no ar, atacando os shinobis ali. Anbus, Azura, Shibata, Amaya, todos foram alvejados com milhares de raios de luz ao mesmo tempo! E por mais que a armadura de cristal que Azura colocara anteriormente protegesse da maioria, ainda assim, o impacto que aquela técnica causava começava a fazê-la rachar, e lentamente se tornar quebradiça.
No final da técnica, estavam todos jogados no chão, alguns até mesmo feridos pelas luzes, outros apenas afetados pela dimensão daquele poder.
Azura, que foi um dos que foram afetados pela quebra da armadura, caíra de joelhos, apoiado na espada. Seu corpo tinha umas dezenas de ferimentos, alguns extremamente superficiais, outros profundos e doloridos…
- O que foi? HAHAHAHAH JÁ ACABOU? - Yoruga estava poderoso, enérgico e extremamente arrogante. - Esse são os grande espadachins da névoa?! faça-me rir! - Ele caminhou até Azura, olhando-o com desprezo.
Os Anbus estavam os três caídos no chão, aparentemente desmaiados com o impacto da técnica. Shibata, Azura e Amaya formavam um U, sendo Azura o mais atrás na formação. Não que fizesse diferença, pois as outras duas Espadachins estavam estiradas no chão, repletas de ferimentos…
- Você, rato… - Yoruga disse mais uma vez a Azura. - Tem algum último desejo?
Um silêncio se fez. O ruivo tinha a cabeça pendendo para frente, com o rosto coberto pelos cabelos molhados de suor e sangue. Ele parecia derrotado naquela pose humilhante… E sua equipe parecia ainda mais estilhaçada por aquela imagem.
- Deixe-me… viver... - Azura disse baixinho, sem levantar a cabeça.
- O QUE? EU NÃO OUVI! PODE FALAR MAIS ALTO? - O assassino, agora sorrindo, se divertia como uma criança na situação. - Você quer se salvar sozinho enquanto sua equipe morre? é isso? Gostei de você!
O shinigami de kiri levantou seu olhar para o inimigo, e sem medo nos olhos, disse;
- Se você me poupar… Eu lhe entrego a posse da minha espada, a Samehada. - Azura parecia convicto, obstinado, mas desesperado.
- Azura, não! - Ouviu-se as outras espadachins falando baixinho no fundo, todas abismadas com a decisão do capitão.
Yoruga o olhou por alguns segundos. Olhos penetrantes, indecisos, cobiçantes… Poderia ser que o motivo para não ter empunhado a espada antes era porque o dono deveria passar sua posse? o que faria todo sentido… Não precisava diretamente da espada, mas aquele souvenir… hmm… Aquilo era a prova de que ele humilhou completamente os espadachins da névoa. Aquele pensamento fez sua mente ferver de excitação.
- Bom…. Eu aceito sua proposta. - Então deu um passo para trás, orgulhoso de si. - Me entregue a Samehada, e eu irei poupar apenas a sua vida. - Aquelas palavras eram doce saindo da sua boca.
- Hai… - Azura tentou se levantar, porém não conseguiu… Ergueu sua espada sobre a cabeça, a grande Samehada, e disse em voz alta; - Eu, Azura, espadachim da névoa, lhe entrego a possa da espada Samehada. Ele será seu agora, minha amiga…
O nukenin ergueu a mão, hesitante, e então envolveu seus dedos na empunhadura da espada. Como foi prometido, nenhum espinho surgiu, e ele conseguiu erguê-la sobre a cabeça triunfante.
- HAHAHA! ELA É MINHA ENTÃO! - Ele falou, gargalhando. - E A PRIMEIRA COISA QUE EU FAREI COM ELA É MATAR SEU ANTIGO MESTRE AHSHAHSAHSAHS! - E então desceu o braço pesadamente sobre Azura, despejando todo o peso da espada.
Porém, centímetros antes da espada tocar a testa do shinobi, o golpe parou. A Samehada, um ser vivo ciente, interrompeu o movimento no último segundo.
- O que é isso? Sua arma estúpida! Me obedeça! Mate esse homem! - Yoruga esbravejou, irado.
- A samehada obedece a apenas um mestre, Yoruga. - Azura, olhando fixamente para o inimigo, levantou-se lentamente, aguentando todas as dores dos ferimentos. -  E você sabe de que esta espada se alimenta?
O nukenin, que abria cada vez mais os olhos, conforme as palavras saiam da boca de Azura, estava sem reação a aquele movimento.
- Não pode ser…
- Samehada! Hora de comer…. - E Azura sussurrou.
A empunhadura da espada se alongou e prendeu-se no braço do nukenin antes mesmo que ele a largasse, criou espinhos ao longo da sua extensão e cravou-os na carne do inimigo como se fosse uma rosa. Seu corpo, antes preso por ataduras, cresceu e rasgou o tecido, apenas para envolver o adversário e sugar-lhe Chakra com uma velocidade voraz.
- MEU… MEU… meu chakra! - Yoruga vociferava atônito, enquanto sentia sua força descomunal esvair-se rapidamente, e a força do aperto da espada aumentar cada vez mais.
- Esquadrão. Podem prosseguir para a conclusão do nosso plano. - Azura comandou, sem se mover.
Neste momento, todos os que estavam caídos se levantaram e sacaram suas lâminas, muito menos afetados pela técnica de Yoruga do que ele pensava.
- Não é possível… você… você planejou tudo isso desde o começo? - O assassino estava perdido em confusão e raiva, sentia-se tão atônito com a virada de jogo que não sabia exatamente como reagir. - SEU MALDIT-
E foi interrompido por cinco katanas que o atravessaram em simultâneo. Três dos Anbus, dois de Shibata e Amaya.
E por fim, o assassino Kakusha Yoruga foi derrotado pelos espadachins da névoa e a Anbu num esforço conjunto. Ele caiu morto no chão no segundo seguinte, e a espada Samehada voltou as costas do seu mestre, porém desta vez muito maior que antes.
Azura a acariciou com cuidado, e sussurrou algumas palavras ininteligíveis. Não demorou para Rudo chegar ao local, acompanhado dos habitantes que se esconderam nas cavernas. Eles choravam de felicidade por terem sua vila de volta, mesmo que em pedaços, e agradeciam com carinho o esforço dos shinobis.
Na manhã seguinte, no amanhecer, eles partiram de volta a vila. O vilarejo tinha sido salvo e o nome de Azura, Shibata e Amaya foi espalhado pela região como o de heróis.

THE END
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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Sex 13 Jul 2018 - 5:44

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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Sab 14 Jul 2018 - 22:34

Ninjutsu: 70,75+0,25+0,25+0,25 = 71,5
Taijutsu: 17,25+0,25 = 17,5
Kenjutsu: 73+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25 = 74,25
Genjutsu: 3
Selos: 45,5+0,25 = 45,75
Trabalho de Equipa: 30,25

2,5

Força: 32+0,25+0,25 = 32,5
Agilidade: 47+0,25+0,25+0,25+0,25 = 48
Controlo de Chakra: 66,25+0,25+0,25+0,25+0,25 = 67,25
Raciocínio: 49,75 +0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25=+2,25= 52
Constituição: 52,5+0,25+0,25+0,25 = 53,25

5,5

Total = 8 (..e foi ao certo, nem precisei de cortar, engraçado!!! haha)

476,25 > 484,25




Notas:
Espadachins em ação!!!
Sério que tem alguém chamado Shibata!? Rsrsrs
Tudo bem fluído e estruturado, estou a gostar bem de ler! Fácil de entender e de seguir tudo! Me distraí até e em certo ponto me esqueci de avaliar as habs. e tive de voltar atrás! xd
Passa mesmo a ideia de missão de alto nível!
Azura-boss! Cool! Desempenhou um bom papel de capitão, mas lembro que ele não é nenhum capitão oficial no NRPG.
E entra a Samehada! Eu estarei atento ao seu bom uso, e parece que foi tudo bom! Lembro sempre que ela se alimenta de chakra… não faz mal enhum em mencionar isso nos seus textos. Ela pareceu bem contente com esse combate! Eu aceito perfeitamente essa rápida adaptação visto que o seu char possui todo o chakra derivado à linhagem e ela deve gostar disso.
Não esperava aquela quebra quando Azuma foi ferido, mas foi bem interessante. Na verdade não quebrou o interesse na leitura.
"- O QUE? NÓS PODERÍAMOS TER GANHADO!" > Devia ser "Ganho!" =D
Muito bom aquele desenrolar em simultâneo narrativo com a explicação de Azura... isso tudo lhe rendeu bons pontos de raciocínio!
Foi o melhor uso do Kuikorosu que já vi ou li!
No final, Azura "the big boss" acabou me surpreendendo, pondo de parte a honra de suas palavras em virtude de um plano. Porém, esperava que você se lembrasse de fazer o cabo da Samehada libertar seus espinhos para perfurar a mão de Yosura, mas o plano foi bem interessante. Vi que gerou outros espinhos depois, hehe...

Deixei muitas notas! =O

Foi uma mini-história bem "cool" e épica! Grande bem o suficiente para o seu Rank S!


A recompensa é completa, mas não vou atualizar agora.

Se alguém quiser ir primeiro o poderá fazer...

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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Seg 16 Jul 2018 - 0:15

Bem... Como vc foi "sozinho" numa missão para 3 (minímo), 1 scroll e 3802 ryos serão mais que o suficiente! Depois ganha 300 devido aos pontos de cumprimento e faz 4102 ryos. Pode protestar se discordar...vc ou outro staffer. =]

Tudo atualizado!
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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Seg 16 Jul 2018 - 13:53

@GhosTTerroR escreveu:
Ninjutsu: 70,75+0,25+0,25+0,25 = 71,5
Taijutsu: 17,25+0,25 = 17,5
Kenjutsu: 73+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25 = 74,25
Genjutsu: 3
Selos: 45,5+0,25 = 45,75
Trabalho de Equipa: 30,25

2,5

Força: 32+0,25+0,25 = 32,5
Agilidade: 47+0,25+0,25+0,25+0,25 = 48
Controlo de Chakra: 66,25+0,25+0,25+0,25+0,25 = 67,25
Raciocínio: 49,75 +0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25+0,25=+2,25= 52
Constituição: 52,5+0,25+0,25+0,25 = 53,25

5,5

Total = 8 (..e foi ao certo, nem precisei de cortar, engraçado!!! haha)

476,25 > 484,25




Notas:
Espadachins em ação!!!
Sério que tem alguém chamado Shibata!? Rsrsrs
Tudo bem fluído e estruturado, estou a gostar bem de ler! Fácil de entender e de seguir tudo! Me distraí até e em certo ponto me esqueci de avaliar as habs. e tive de voltar atrás! xd
Passa mesmo a ideia de missão de alto nível!
Azura-boss! Cool! Desempenhou um bom papel de capitão, mas lembro que ele não é nenhum capitão oficial no NRPG.
E entra a Samehada! Eu estarei atento ao seu bom uso, e parece que foi tudo bom! Lembro sempre que ela se alimenta de chakra… não faz mal enhum em mencionar isso nos seus textos. Ela pareceu bem contente com esse combate! Eu aceito perfeitamente essa rápida adaptação visto que o seu char possui todo o chakra derivado à linhagem e ela deve gostar disso.
Não esperava aquela quebra quando Azuma foi ferido, mas foi bem interessante. Na verdade não quebrou o interesse na leitura.
"- O QUE? NÓS PODERÍAMOS TER GANHADO!" > Devia ser "Ganho!" =D
Muito bom aquele desenrolar em simultâneo narrativo com a explicação de Azura... isso tudo lhe rendeu bons pontos de raciocínio!
Foi o melhor uso do Kuikorosu que já vi ou li!
No final, Azura "the big boss" acabou me surpreendendo, pondo de parte a honra de suas palavras em virtude de um plano. Porém, esperava que você se lembrasse de fazer o cabo da Samehada libertar seus espinhos para perfurar a mão de Yosura, mas o plano foi bem interessante. Vi que gerou outros espinhos depois, hehe...

Deixei muitas notas! =O

Foi uma mini-história bem "cool" e épica! Grande bem o suficiente para o seu Rank S!


A recompensa é completa, mas não vou atualizar agora.

Se alguém quiser ir primeiro o poderá fazer...


obrigado pela avaliação! xd A samehada se deleita com o fato do Azura sugar chakra natural constantemente, pra ela eu acho que é um banquete constante xDDD
Eu pus ele como capitão dessa missão porque no nivel 3 da profissão de estrategista, é dito que o shinobi ganha o status de Jounin comandante, e que eles são preferência pra esses postos de liderança.
No final, inclusive a Samehada sabia seu papel no plano hahah por isso ela não mostrou os espinhos logo de cara, ela tava esperando o sinal xd Aliás, por mim a premiação que você deu é mais que justa \o/

Thanks Ghost!
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MensagemAssunto: Re: [Missão Rank S] Sede de Sangue   Seg 16 Jul 2018 - 15:56

^essa profissão é do c**** <.< bolas!
Se tiver paciência pra evoluir o meu char a esse ponto, talvez a escolha como 2a. Bem tudo pronto então. =]
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