Depois da missão: Uma serie de Desgraças – Tempestade Galopante
Kumo
Depois de se ter separado do seu companheiros da missão dirigiu-se para casa. Enquanto andava pelas ruas de Kumo, ouvia os risos de crianças, os cânticos dos pássaros e até se ouvia o som da brisa refrescante. Quando chegou a casa, tirou, do bolso de trás da calças, as chaves, abriu a porta e entrou quando viu…. umas malas ao pé da porta.
-Mas que… Não… - Diz Yor de boquiaberto – A minha própria família pôs me fora de casa?! – No estado histérico, foi a correr para a sala, atirou-se de joelhos para o chão, a chorar - Porquê?
-Filho… o que é que foi?
-Vocês estão me a por fora de casa! – Diz Yor de joelhos a derramar uma “cascata” de lágrimas.
-Este miúdo está cada vez mais… esquisito! – Diz Yumi pondo a palma da mão sobre a testa.
-Já percebi. – Ri-se Sariso do seu filho – Aquelas malas ao pé da porta?! Estão ali porque nós vamos nos embora hoje, já estivemos aqui muito tempo, e a situação parece que já acalmou.
-Há ok… O quê? Voltar para casa?! Hoje?! A que horas?! De barco?!
-Filho… não sejas parvo!
-Se nos vamos embora hoje… – Diz ele corando e fazendo círculos com o pé -Posso fazer uma coisa primeiro?
-Claro.
Yor com gentileza e algum treme-treme chega-se ao pé de Yumi, agarra-lhe nas duas mãos e puxa-a até ao corredor.
-Eu… eu… queria te dizer uma coisa! – Diz Yor envergonhado, gaguejando.
-Diz.
-Han… Han… Nós não podemos namorar. Vamos ficar longe um do outros e… - Antes de puder continuar com a frase, Yumi interrompeu-o.
-Aquele beijo… não me significou nada. – Diz ela de uma maneira fria e rápida para acabar com a conversa.
Yor sem dizer mais nada, sai do corredor, pega nas malas, e sai de casa sem se despedir de ninguém, saiu de casa triste e com uma lágrima na ponta dos olhos, andava em passo rápido para se ver livre da casa. Sariso lamentou atitude do seu filho, despediu-se e foi atrás dele quando o apanhou já estava dentro do barco.
-Hei… Filho! – Diz Sariso a correr em direcção ao seu filho.
Yor não ligou ao seu pai e foi-se fechar numa das casas de banho do barco.
-O que se passa e o que estás a fazer ai fechado? – Pergunta Sariso preocupado com o seu filho.
-Não se passa nada, absolutamente nada, apenas quero voltar mais rapidamente para casa e agora estou a deitar fora as minhas necessidades.
-Ok… é melhor sair daqui antes que morra com o cheiro.
-Também acho que é melhor.
Kiri
A viagem tinha sido tranquila, sem Yor se sobressaltar. Quando chegaram finalmente a Kiri saíram do barco agarrados ás malas, Yor e Sariso notaram logo a mudança do clima, estava mais frio e mais difícil de respirar. Os dois dirigiram-se para um hotel para passarem lá umas noites. Yor adormeceu a pensar no que Yumi lhe tinha dito e aquela frase não lhe da cabeça “
Aquele beijo não me significou nada;
Aquele beijo não me significou nada”, Yor pegou na almofada e pô-la por cima da cabeça tentado parar de pensar na frase mas sem efeito. Fez-se de manha e Yor tinha conseguido adormecer, Sariso levantou-se da cama, tomou um banho, vestiu-se e foi dar uma volta para relembrar dos bons tempos que passara em Kiri. Enquanto davas umas voltinhas encontrou uma pessoa conhecida.
-Tu?! – Diz Sariso apontando para a pessoa.
No Hotel
-hummmmmmm… Que cansaço. – Dizia Yor a espreguiçar-se – Pai? – Chama ele – Deve ter saído. Vou fazer o mesmo.
Yor vestiu-se e foi á procura do seu pai, quando ia a passar por um jardim, encontrou o seu pai á frente dele estava outra pessoa com uma capa preta mas não dava para perceber quem era. Yor dirige-se até eles quando se apercebe quem era a outra pessoa, pára a meio do caminho.
-O que é que tu fazes aqui? – Yor começa a fechar as mãos.
-Olha outro para se juntar á festa!
-Filho sai daqui, rápido!
-Não, eu vou ficar para mata-lo…Camen Ruzuki!
-Ó senhor Sariso, com todo o respeito, porque é que não deixa o seu filho tentar me matar? – Diz Ruzuki num tom de gozo, o mesmo usa o shunshin deslocando-se para o lado de Yor – Não é isso que queres?
-Podes ter a certeza. – Diz Yor com um sorriso sarcástico. Num movimento rápido Yor faz uma rasteira a Ruzuki, fazendo-o cair para frente, em seguida roda o seu corpo para o lado esquerdo e executa um pontapé fortíssimo no seu oponente, projectando-o para trás.
-Parece que ficaste mais forte. Só queria dizer uma coisa antes de começarmos a lutar… o teu querido irmãozinho está quase a atacar a tua familia.
-O quê? – Dizem em coro Sariso e Yor.
-Pai vai ajuda-los! – Exige Yor – Eu consigo derrota-lo!
-Boa-sorte. – Diz Sariso com sorriso e em seguida desaparece.
-Muito bem. Prepara-te… e começa.
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Continua num treino…